

|
VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO
«MÁRIO DIONÍSIO - PINTURA A PARTIR DE 1974»
por João Queiroz
Sábado, 14 de Junho, 16h
Nesta sessão do ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais» vamos fazer uma visita guiada à exposição «Mário Dionísio - Pintura a partir de 1974» com João Queiroz.
Esta exposição, que se pode ver até ao dia 22 de Setembro e junta dezenas de obras de Mário Dionísio, mostra o seu percurso como pintor abstracto, entre 1974 e 1993.
«A pintura de Dionísio cuida primordialmente da superfície e deixa que a ordem surja depois. Intensifica o olhar. A tinta pode ficar como mera cobertura, durante algum tempo; pode depois «desaparecer» em função das profundidades, dos volumes e dos ritmos que os contrastes sugerirem; pode também manter-se em tensão com o espaço imaginário.
Porque se trata de uma expressão individual, não deve, quanto a mim, procurar-se nos textos teóricos de Dionísio as palavras que melhor auxiliem a compreensão da sensibilidade do pintor. Deve, sim, procurar-se onde as palavras servem a expressão subjectiva: na sua obra poética. A sua pintura é íntima como a sua poesia.»
Rui-Mário Gonçalves
| 
|
|
OFICINA À VOLTA DE PINTURAS DE MÁRIO DIONÍSIO
Olhar e ver. Ver e fazer.
Domingos, das 15h30 às 17h30
Nos domingos de Junho vamos trabalhar, de muitas maneiras diferentes, à volta da pintura de Mário Dionísio:
1 Junho - Pinturas com Carla Mota
8 Junho - Colagens com José Smith Vargas
15 Junho - Leituras com Diana Dionísio
22 Junho - Desenhos com Marta Caldas
29 Junho - Fotografias com Youri Paiva
Para todos a partir dos 8 anos.
| 
|
|
BARRANCO DE CEGOS de ALVES REDOL
com Jorge Portugal
Quinta-feira, 26 de Junho, 18h
Nesta sessão vamos falar sobre Barranco de cegos de Alves Redol com Jorge Portugal.
45.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».
«Um momento veio, porém, de completo triunfo, um momento em que toda a obra de Redol culmina, os seus temas fundamentais se reelaboram, o escritor atinge a plena posse de si mesmo, e se chama Barranco de Cegos: a sua obra-prima sem dúvida, sem dúvida um dos romances portugueses mais completos dos nossos dias, sem dúvida também um dos grandes romances de toda a nossa história literária.
O que mais, ou primeiro, nele impressiona é a densidade e a variedade dos materiais e a unidade que interiormente os faz viver no universo fechado de toda a obra acabada. E é essa decerto a nota maior que define um romancista. Mas o que neste romance poderia ser pesado de imobilidade ou de andamento menos ágil anima-se, pelo contrário, de surpresas narrativas ou descritivas que não comprometem nunca a gravidade do contexto. »
Mário Dionísio, «Prefácio de Barranco de cegos» (para a 3.ª edição, 1970) | 
|
|
CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segundas-feiras, 18h30
Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.
Em Junho continuamos com a leitura comentada, com projecção de imagens, de textos sobre arte de John Berger.
| 
|
|
CRUZAMENTOS com o 25 de Abril ao centro
Ciclo de cinema
Segundas-feiras, 21h30
Como se está a falar mais do 25 de Abril do que é costume, pelos 40 anos que ele faz, e porque ele nos parece cada vez mais um «mistério», provavelmente maior ainda do que o 25 de Novembro, que terá posto nele um ponto quase final, achámos que, para ajudar a desfazer ou diminuir esse «mistério», que muitas pessoas, algumas já mortas, viveram e registaram, poderíamos fazer este ciclo.
Para fazer pensar nessa data, que não é só uma data, nem uma data qualquer, há neste ciclo ficções, documentários e animações, com linguagens bem diferentes, que se cruzam nesta sala uma vez por semana durante três meses. Cruzam-se ao longo do ciclo, e também na mesma sessão, o antes (que talvez explique coisas) e o depois (que mostra coisas que se passaram, umas vezes interrogando e outras vezes levando a interrogações).
Todos os filmes deste ciclo (menos um) foram integralmente realizados depois do 25 de Abril e todos saíram depois, mesmo os que falam (directa ou indirectamente) do antes. Como poderia ser de outra maneira?
Quase todos são portugueses, o que nunca aconteceu nos ciclos da Casa da Achada, apesar de muita gente que veio de fora ter filmado esses dois anos de 25 de Abril (alguns desses filmes já projectámos noutros ciclos), um 25 de Abril que vale a pena conhecer o melhor possível e sobre o qual vale a pena pensar cada vez mais.
Nestes cruzamentos há uma homenagem escondida – gostamos pouco de homenagens. Ao Alberto Seixas Santos, que por estas sessões das segundas-feiras tem passado. O primeiro filme é dele e fala do antes; o último também e interroga o fim. E, pelo meio, veremos o seu trabalho num colectivo, o Grupo Zero, em que nem todos têm reparado.
Segunda-feira, 2 de Junho, 21h30
Que farei eu com esta espada? (1975, 60 min.)
de João César Monteiro
precedido de O segredo (2008, 26 min.)
de Edgar Feldman
Segunda-feira, 9 de Junho, 21h30
Assim nasce uma cooperativa (1976, 16 min.), A lei da terra (1977, 67 min.), A luta do povo - Alfabetização em Santa Catarina (1977, 29 min.)
da Cooperativa Zero
Segunda-feira, 16 de Junho, 21h30
Setubal, ville rouge
(1975, 94 min.)
de Daniel Edinger
precedido de Aprender, viver e trabalhar na península de Setúbal (1997, 30 min.)
de autoria colectiva
Segunda-feira, 23 de Junho, 21h30
Comment ça va (1978, 78 min.)
de Jean-Luc Godard
precedido de Entrevista a Robert Kramer (1998, 34 min.)
de Sérgio Tréfaut
Segunda-feira, 30 de Junho, 21h30
Gestos e fragmentos (1983, 90 min.)
de Alberto Seixas Santos
precedido de On the side of the people (1975, 19 min.)
de Newsreel Collectiv
| 
|
|
DIÁLOGOS IN MÚSICA: MULHERES DA OPOSIÇÃO
Elites culturais e artísticas em torno de Francine Benoît
com Helena Lopes Braga
Sábado, 21 de Junho, 16h
Organização: SPIM - Sociedade Portuguesa de Investigação em Música
Fala-se frequentemente na oposição de elites enquanto alargado leque heterogéneo de nomes, essencialmente de homens, que se assumiram antifascistas. Mas não houve mulheres nestes círculos ou com eles relacionadas? Quem foram e o que sabemos sobre elas?
Partindo de Francine Benoît (1896-1990), compositora e musicógrafa, enquanto elo de ligação entre mulheres activas na oposição, vamos saber de mulheres ligadas, por exemplo, ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, Associação Feminina Portuguesa para a Paz e M.U.D.
Além de Francine Benoît, Irene Lisboa, Arminda Correia, Maria Palmira Tito de Morais, Maria da Graça Amado da Cunha, Maria Letícia Clemente da Silva, Maria Vitória Quintas, são apenas algumas de quem falaremos. Em comum, a ligação às artes, mas também o combate diário pela resistência, pela subsistência até, e, tão ou mais importante, as pequenas histórias de que é feita a vida.
| 
|
|
SABIA QUE?...
|
>
HÁ TAMBÉM MAIS COISAS PARA VER E LER DURANTE O HORÁRIO DE ABERTURA (2ª, 5ª e 6ª das 15h às 20h, sábados e domingos das 11h às 18h):
- EXPOSIÇÃO «MÁRIO DIONÍSIO - PINTURA A PARTIR DE 1974»
Exposição, até ao dia 22 de Setembro, de dezenas de obras de Mário Dionísio que mostra o seu percurso como pintor abstracto, entre 1974 e 1993.
- BIBLIOTECA E MEDIATECA DA ACHADA
A Biblioteca da Achada tem secções de Literatura, Arte, Cinema, Teatro, História, Ciência, Literatura Infanto-Juvenil, etc…
A Mediateca da Achada está em fase de catalogação. Para já, começam por estar disponíveis os filmes que temos vindo a projectar nos nossos ciclos de cinema.
O catálogo da Biblioteca e Mediateca está disponível na internet, aqui.
E agora vamos ter pólos da Biblioteca aqui no bairro. Já podem visitar e ler livros no pólo do restaurante Alcaide, na Rua de São Cristóvão, e no pólo do Posto de Atendimento de São Nicolau da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, na Rua da Prata.
- LIVROS LIVRES
No terreno em frente à Casa da Achada, desde que não chova, é só entrar, escolher, sentar-se um pedacinho ou a tarde inteira a folhear ou a ler. Para continuar, levar o livro começado ou a começar, e era bem bom deixar outro para o próximo que vier. Hoje mesmo ou amanhã.
EM QUALQUER DIA, COM MARCAÇÃO, É POSSÍVEL CONSULTAR:
- CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO
Constituído pelo arquivo de Mário Dionísio e pela sua biblioteca e de Maria Letícia Clemente da Silva (mais de 6000 volumes e mais de 200 publicações periódicas).
O catálogo pode ser consultado na internet, aqui.
QUEM QUER EXPERIMENTAR TEATRAR?
- GRUPO DE TEATRO DA ACHADA
Quem quer experimentar usar a voz e o corpo para dizer coisas com ou sem palavras? O grupo, com F. Pedro Oliveira, ensaia habitualmente todas as terças-feiras às 21h e nas quintas-feiras às 14h30. É só aparecer e participar.
QUEM QUISER E PUDER PODE AJUDAR A CASA DA ACHADA:
|

|
| As novidades do Centro Mário Dionísio |
  |
Página Inicial | Política de uso
Não deseja receber mais esta newsletter? Envie um e-mail para newsletter@centromariodionisio.org com o assunto "Remover". |