A Biblioteca Pública da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio, com mais de 4000 volumes de literatura, arte, filosofia, história, ciência, livros infantis e juvenis, etc. e algumas centenas de publicações periódicas pode ser consultada durante as horas de abertura. Também a Mediateca, que se encontra em formação, pode já ser consultada e verem-se filmes no local ou levá-los para casa, emprestados. Ver Catálogo da Biblioteca Pública e Mediateca. Ver mais informações.
Mediante marcação:
CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO
O Centro de Documentação, constituído pelo arquivo Mário Dionísio e pela sua biblioteca e de Maria Letícia Clemente da Silva (mais de 6000 volumes e mais de 200 publicações periódicas) pode ser consultado mediante marcação. Ver Catálogo da Biblioteca do Centro de Documentação.
São três dias úteis num fim-de-semana. Três dias para apoiar a Casa da Achada, em que vamos ter à venda as nossas edições (sete da colecção Mário Dionísio, com críticas, entrevistas, prefácios, ideias, questões, pinturas e desenhos, e outras fora do baralho), outros livros (de muitos autores portugueses e alguns estrangeiros, livros de arte, histórias e enciclopédias), CDs e vinis (de músicas de vários cantos do mundo) e obras de arte (de ideias, estéticas e preços muito variados). Vamos, também, sortear uma gravura de Júlio Resende, da colecção «Ribeira Negra», e um quilt fabricado a partir da pintura «Maternidade camponesa» de Mário Dionísio. E como a Casa da Achada não é um mercado, os preços são muito abaixo dessa lógica.
São três dias para ver, ouvir, fazer e dar ideias. Há lançamentos de coisas novas: um livro feito pelos participantes das últimas oficinas, uma brochura sobre a actividade da casa nos últimos 5 anos, e um disco de canções com poemas de Mário Dionísio. Canta o Coro da Achada. Um jogo de palavras para continuar.Teatro com o Teatro de Ferro, que vem do Porto, e o Grupo de Teatro Comunitário da Achada. Uma visita à exposição. Uma oficina de miniaturas. E conviver, claro.
UTILIDADE
Só as mãos que se estendem para a frente interessam.
Só os olhos que vêem para além do que se vê,
só o que vai para o que vem depois,
só o sacrifício por uma realidade que ainda não existe,
só amor o por qualquer coisa que ainda não se vê e ainda, nem nunca, será nossa
interessa.
Mário Dionísio
PROGRAMA:
Sexta-feira, 19 de Dezembro, das 15h às 20h
// 17h30 Lançamento de Os 10 anõezinhos da Tia Verde-Água, numa nova versão de Filomena Marona Beja, ilustrada, paginada e encadernada nas oficinas da Casa da Achada.
Sábado, 20 de Dezembro, das 11h às 20h
// 14h30
O Coro da Achada canta pelo bairro de São Cristóvão e da Mouraria até à Casa da Achada, faça chuva ou faça sol.
// 15h30
Visita guiada à exposição «10 artistas de que Mário Dionísio falou» por José Luís Porfírio. Esta exposição reúne obras de 10 artistas sobre os quais Mário Dionísio escreveu em livros, prefácios, álbuns, catálogos, artigos: Cândido Portinari, Júlio Pomar, Júlio, Manuel Ribeiro de Pavia, Carlos de Oliveira, Abel Salazar, Júlio Resende, Manuel Filipe, Vieira da Silva e José Júlio.
// 16h30
Lançamento de 5 anos úteis, brochura
sobre o que se fez nestes cinco anos (e uns meses) da Casa da Achada, com textos de muita gente que por cá anda e participa, e do disco Eu canto e cantarei o que tiver a cantar, uma compilação de músicas feitas por diversos autores a partir de poemas de Mário Dionísio.
// 17h30 O que diz sim e O que diz não. Brecht para principantes II peloTeatro de Ferro. «Ao longo de vários meses, numa base de alguns encontros por semana, este grupo composto por técnicos e utentes da Qualificar Para Incluir e pela equipa do Teatro de Ferro pôs em cena estas duas pequenas, embora exigentes, peças.
A fala e o canto, o corpo no espaço e o olhar são as principais ferramentas com que voltamos a tornar presentes as intrigantes e lúcidas palavras deste mestre alemão.
Depois de uma incursão na obra poética de Bertolt Brecht, este é um primeiro passo no seu teatro. Começamos por duas pequenas peças que são dedicadas ao público, como é costume, mas também aos intérpretes. A coragem e o altruísmo, as boas intenções, a observação das regras e dos costumes e a necessidade de os colocar em causa são algumas das questões com que nos debatemos neste processo de criação e aprendizagem.
Como pensar o tempo de hoje a partir do teatro de Brecht? Tem sido este o nosso mote para a criação nestes projectos Brecht Para Principiantes.
Pensar de novo. Sim, é isso. Também é isso.»
// 18h30
Jogo de palavras para continuar que nos traz a Regina Guimarães.
Domingo, 21 de Dezembro, das 11h às 20h
// 15h30
Oficina de miniaturas. Vamos moldar e pintar miniaturas em formato de algibeira que podem ser prendas contra a crise. Com Irene van Es e Lena Bragança Gil.
// 18h30
O Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada apresenta uma leitura quase encenada de «Quem tudo quer por força ter canudo» de Renato Roque, seguida do espectáculo «Mãos com inquietações».
// 19h30
Sorteios! Durante estes três dias podem participar no sorteio duma gravura de Júlio Resende, da colecção «Ribeira Negra»...
ao comprar esta rifa
apoiei a casa da achada
um lugar onde se acha
um livro que nos abre o mundo
um quadro que nos move os olhos
uma carta antiga a um amigo
um filme que nos desmonta
um fazer que nos desperta
um cantar que nos prende
e uma gravura do Resende
por apenas 5 euricos
e se não ganharmos também não ficamos menos ricos
porque a casa é para todos
de diferentes modos
... e de um quilt, fabricado por Irene van Es e Lena Bragança Gil, a partir do quadro «Maternidade camponesa» de Mário Dionísio.
Quando duas raparigas descobrem
que têm duas grandes paixões em comum
– o quilting e a Casa da Achada –
toca de pôr as mãos à obra!
Ou seja de trapinho em trapinho,
tal como um puzzle,
faz-se uma manta.
Exposição: 10 Artístas de que Mário Dionísio falou
Exposição que reúne obras (grande parte delas pertencentes ao acervo da Casa da Achada) de 10 artistas sobre os quais Mário Dionísio escreveu em livros, prefácios, álbuns, catálogos, artigos: Cândido Portinari, Júlio Pomar, Júlio, Manuel Ribeiro de Pavia, Carlos de Oliveira (um grande escritor que também pintou), Abel Salazar (um grande cientista que também pintou), Júlio Resende, Manuel Filipe, Vieira da Silva e José Júlio.
Os tribunais aparecem-nos hoje como a «solução» para o que a política é incapaz de resolver. Transformaram-se (para quem não tem poder) numa «sede de esperança»: os OGEs (e não só) vão parar ao tribunal (constitucional); os «corruptos» importantes são às vezes julgados; é nos tribunais que os sindicatos passaram a tratar de despedimentos, carreiras, encerramentos de empresas; abundam as «providências cautelares». E as mesmas «queixas» têm resultados diferentes conforme o tribunal que as «atende».
Que a injustiça continua a imperar por esse mundo fora é uma evidência. Sobre isso toda a gente está de acordo. Justiça económica, social, política, doméstica, «privada»…
Mas há quem acredite que ela pode ser combatida em «sede própria» – os tribunais. Regidos por leis, comportamentos, relações dos regimes que os criam e onde a injustiça vive. Castigando ou ilibando. Prendendo, multando, indemnizando...
São muitos os que, por vontade própria ou alheia, pagando ou sem pagar, têm passado por tribunais e também muitos os que trabalham neles ou para eles – «profissionais da justiça» se chamam.
É natural que esses tribunais – os seus ambientes, a sua encenação, os seus dramas – sejam um tema recorrente do cinema, sobretudo do ocidental.
E que os muitos filmes onde eles aparecem falem mais de injustiça do que de justiça. Com excepções.
Os 13 filmes deste ciclo tentam variar épocas, países, situações, maneiras de filmar. Muitos outros caberiam nele, nomeadamente dois que já passámos noutros ciclos: julgamento em nuremberga e liberdade para josé diogo.
E se falássemos a sério depois de cada filme? Sobre cinema e o resto.
clicar no programa de cinema para ver maior.
Ciclo A Paleta e o Mundo IV
Todas as segundas-feiras às 18h30
Leituras com projecção de imagens de textos relacionados
Na 4ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» voltamos a ler a 1ª parte de A Paleta e o Mundo, «Expressão e compreensão», de Mário Dionísio, a pedido de muitos dos que têm participado nestas sessões.
A leitura comentada, acompanhada pela projecção de imagens, do 4.º capítulo, «Um mundo dentro do mundo», é de João Dias.
«A Paleta e o Mundo não é uma história, não é um tratado, nem se dirige a especialistas. Quereria antes uma longa conversa - porque nunca esqueço que escrever é travar um diálogo constante, uma das várias e mais fecundas maneiras de não estar sozinho. Uma longa conversa com aquelas tantas pessoas, como eu próprio fui, que, vendo na pintura moderna qualquer coisa de chocante cujo porquê se lhes escapa, achariam contudo indigno injuriá-la sem terem feito algum esforço para entendê-la.» Mário Dionísio
Nesta sessão vamos falar sobreFernando Pessoacom Fernando Cabral Martins.
51.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».
Nesta 14ª sessão de «Amigos de Mário Dionísio» vamos falar sobre Augusto Abeleira com familiares, amigos, ex-alunos e leitores: Carolino Monteiro, Gastão Cruz, Jorge Silva Melo, Manuela Vasconcelos, Maria Alzira Seixo, Maria Antónia Palla, Miguel Serras Pereira, Sílvia Abelaira, entre outros.
«Desde A Cidade das Flores, sem esquecer nada do que dessa invulgar obra de estreia havia de ser evitado ou amadurecido nos livros posteriores, Abelaira habitou-nos a um tom de atacar o papel (não o assunto; é mesmo o papel que quero dizer) de interrogar-se e interrogar-nos que não se encontra em qualquer outro escritor. Muitas perguntas que estão em todos e em cada um dos seus romances são as mesmas que faço, faria, gostaria de ter feito, as que muitos escritores fazem - mas nunca daquele modo. E a isto chamo originalidade.» Mário Dionísio
A quem quiser contribuir para que a Casa da Achada-Centro Mário Dionísio continue a existir
A entrada é gratuita em tudo o que a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio faz. Não por riqueza ou por mania. Mas porque decorre da própria ideia que Mário Dionísio tinha da cultura. E nós, vários anos depois, também.
As excepções são as edições, é claro. Que os Sócios Fundadores e Amigos da Casa da Achada podem comprar abaixo do preço do mercado.
Os tempos vão maus e os apoios institucionais também.
Por isso, agora dizemos a toda a gente que toda a gente pode fazer um donativo, se assim o entender.
Opção 1: Cartão de crédito ou Paypal
Faça o seu donativo online, de forma totalmente segura, usando o seu cartão de crédito ou a sua conta Paypal.
Caso opte por esta forma de pagamento, o Paypal irá reter uma pequena percentagem do valor doado, pelo que se quiser garantir que iremos receber a totalidade do seu donativo, faça uma transferência bancária (abaixo).
Opção 2: Transferência bancária
Transfira para o NIB 0036 0000 9910 5869 2830 8 a quantia que desejar doar.
Sugestão: Assinar este texto, completando com a quantia doada, e enviar para a Casa da Achada.