A Biblioteca Pública da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio, com mais de 4000 volumes de literatura, arte, filosofia, história, ciência, livros infantis e juvenis, etc. e algumas centenas de publicações periódicas pode ser consultada durante as horas de abertura. Também a Mediateca, que se encontra em formação, pode já ser consultada e verem-se filmes no local ou levá-los para casa, emprestados. Ver Catálogo da Biblioteca Pública e Mediateca. Ver mais informações.
Mediante marcação:
CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO
O Centro de Documentação, constituído pelo arquivo Mário Dionísio e pela sua biblioteca e de Maria Letícia Clemente da Silva (mais de 6000 volumes e mais de 200 publicações periódicas) pode ser consultado mediante marcação. Ver Catálogo da Biblioteca do Centro de Documentação.
Como se está a falar mais do 25 de Abril do que é costume, pelos 40 anos que ele faz, e porque ele nos parece cada vez mais um «mistério», provavelmente maior ainda do que o 25 de Novembro, que terá posto nele um ponto quase final, achámos que, para ajudar a desfazer ou diminuir esse «mistério», que muitas pessoas, algumas já mortas, viveram e registaram, poderíamos fazer este ciclo.
Para fazer pensar nessa data, que não é só uma data, nem uma data qualquer, há neste ciclo ficções, documentários e animações, com linguagens bem diferentes, que se cruzam nesta sala uma vez por semana durante três meses. Cruzam-se ao longo do ciclo, e também na mesma sessão, o antes (que talvez explique coisas) e o depois (que mostra coisas que se passaram, umas vezes interrogando e outras vezes levando a interrogações).
Todos os filmes deste ciclo (menos um) foram integralmente realizados depois do 25 de Abril e todos saíram depois, mesmo os que falam (directa ou indirectamente) do antes. Como poderia ser de outra maneira?
Quase todos são portugueses, o que nunca aconteceu nos ciclos da Casa da Achada, apesar de muita gente que veio de fora ter filmado esses dois anos de 25 de Abril (alguns desses filmes já projectámos noutros ciclos), um 25 de Abril que vale a pena conhecer o melhor possível e sobre o qual vale a pena pensar cada vez mais.
Nestes cruzamentos há uma homenagem escondida – gostamos pouco de homenagens. Ao Alberto Seixas Santos, que por estas sessões das segundas-feiras tem passado. O primeiro filme é dele e fala do antes; o último também e interroga o fim. E, pelo meio, veremos o seu trabalho num colectivo, o Grupo Zero, em que nem todos têm reparado.
clicar no programa de cinema para ver maior.
Ciclo A Paleta e o Mundo III
Todas as segundas-feiras às 18h30
Leituras com projecção de imagens de textos relacionados
Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.
Em Junho continuamos com a leitura comentada, com projecção de imagens, de textos sobre arte de John Berger.
Domingos 1, 8, 15, 22 e 29 de Junho das 15H às 18h
Nos domingos de Junho vamos trabalhar, de muitas maneiras diferentes, à volta da pintura de Mário Dionísio:
1 Junho - Pinturas com Carla Mota 8 Junho - Colagens com José Smith Vargas 15 Junho - Leituras com Diana Dionísio 22 Junho - Desenhos com Marta Caldas 29 Junho - Fotografias com Youri Paiva
A partir dos 8 anos. Número máximo de participantes: 10.
Nesta sessão do ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais» vamos fazer uma visita guiada à exposição «Mário Dionísio - Pintura a partir de 1974» com João Queiroz.
Esta exposição, que se pode ver até ao dia 22 de Setembro e junta dezenas de obras de Mário Dionísio, mostra o seu percurso como pintor abstracto, entre 1974 e 1993.
«A pintura de Dionísio cuida primordialmente da superfície e deixa que a ordem surja depois. Intensifica o olhar. A tinta pode ficar como mera cobertura, durante algum tempo; pode depois «desaparecer» em função das profundidades, dos volumes e dos ritmos que os contrastes sugerirem; pode também manter-se em tensão com o espaço imaginário.
Porque se trata de uma expressão individual, não deve, quanto a mim, procurar-se nos textos teóricos de Dionísio as palavras que melhor auxiliem a compreensão da sensibilidade do pintor. Deve, sim, procurar-se onde as palavras servem a expressão subjectiva: na sua obra poética. A sua pintura é íntima como a sua poesia.» Rui-Mário Gonçalves
Nesta sessão vamos falar sobre o livro Barranco de Cegos, de Alves Redol, com Jorge Portugal.
45.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».
«Um momento veio, porém, de completo triunfo, um momento em que toda a obra de Redol culmina, os seus temas fundamentais se reelaboram, o escritor atinge a plena posse de si mesmo, e se chama Barranco de Cegos: a sua obra-prima sem dúvida, sem dúvida um dos romances portugueses mais completos dos nossos dias, sem dúvida também um dos grandes romances de toda a nossa história literária.
O que mais, ou primeiro, nele impressiona é a densidade e a variedade dos materiais e a unidade que interiormente os faz viver no universo fechado de toda a obra acabada. E é essa decerto a nota maior que define um romancista. Mas o que neste romance poderia ser pesado de imobilidade ou de andamento menos ágil anima-se, pelo contrário, de surpresas narrativas ou descritivas que não comprometem nunca a gravidade do contexto. » Mário Dionísio, «Prefácio de Barranco de cegos» (para a 3.ª edição, 1970)
A quem quiser contribuir para que a Casa da Achada-Centro Mário Dionísio continue a existir
A entrada é gratuita em tudo o que a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio faz. Não por riqueza ou por mania. Mas porque decorre da própria ideia que Mário Dionísio tinha da cultura. E nós, vários anos depois, também.
As excepções são as edições, é claro. Que os Sócios Fundadores e Amigos da Casa da Achada podem comprar abaixo do preço do mercado.
Os tempos vão maus e os apoios institucionais também.
Por isso, agora dizemos a toda a gente que toda a gente pode fazer um donativo, se assim o entender.
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